Portugueses pelo mundo… Auckland/Portuguese in the World….Auckland

Ao chegar à Nova Zelândia e através de um amigo da África do Sul que vive em Auckland, conheci um português numa classe de Kizomba, mais um português emigrado, altamente qualificado (ao qual vou chamar Pedro… ele saberá que este artigo é para ele).

Falámos do que nos levou ali…se eu ia de passeio ele foi a trabalho. Contou que estavam a chegar mais portugueses e que é um bom país para viver, uma aventura profissional que seguro valerá a pena. Numa primeira abordagem senti que era muito similar à Noruega.
A palavra que escolho para definir a Nova Zelândia é… Harmonia. Harmonia entre pessoas e natureza, uma boa terra para viver.

Pedro domina a dança e essa noite espalhou magia pela pista dançando Kizomba. Foi bom escutar África em português tão longe e escutar as pessoas pedir para eu falar em português. Viva Angola!! terra da Kizimba.

Regressámos andando (no final éramos quase vizinhos). Pedro disse que se quisesse no dia seguinte podia ir com ele a uma noite de salsa. Como o ninja viaja sem plano… logo disse que sim 🙂

Bonito ver a sinergia destes grupos, vêr como essa abertura de espírito esse desprendimento que cativa essas ganas de conhecer, tão portuguesas, vão deixando marcas por ai.
Ali naquele momento pensei no que está a passar na Europa, no que aconteceu em Paris e no estúpido de tudo isso… que estamos a fazer com o mundo? quando tudo se poderia resolver numa pista de baile… tão fácil!

Dia seguinte:
Depois de uma reunião de amigos de Couchsurfing em Auckland, para a qual convidei o Pedro para o “warming up” da noite, lá fomos até á salsa.
Estava outro português que tinha trabalhado com Pedro em Portugal e anos depois vieram a encontrar-se do outro lado do mundo, na mesma empresa… feliz coincidência.
Essa noite apenas observei, vi dois amigos felizes deslizar na pista, desfrutando desse momento, valeu a pena rapazes!!!
Não dancei mas a minha mente sim… nessa hora vi algo incrivel, vi a alegria no rosto da gente, vi tantas nacionalidades diferentes em sintonia vi como a dança une.

Sinto que um sentimento semelhante é o que um dia fez alguém pensar num mundo de língua portuguesa (5° império) em que a unidade entre todos era a base (basta pensar que não existem 2 países de língua portuguesa com uma fronteira pelo meio; o Brasil poderia ser um bom exemplo disso…já o resto da América latina não pode dizer o mesmo…).
Essa unidade que os portugueses levam dentro, que é natural sem saberem e que tão bem sabem passar… seriamos capazes de unir o mundo? Penso sem qualquer dúvida que sim!
…se tem de ser numa pista de baile melhor! e seria mais fácil 🙂

Aqui fica um pequeno exemplo disso:
Pedro explicou-me que pediu para estar junto do seu grupo de trabalhadores. Era algo que não era costume na empresa e neste país, os chefes de grupo tinham o seu espaço reservado mas Pedro não pensava assim! queria estar com eles no “campo de batalha” queria a tal unidade, estar com os seus!
Essa unidade natural esse desprendimento esse sentimento só podem trazer resultados positivos. As diferenças sejam onde forem não trazem nada de bom.

Parabéns Pedro és o que defino por crack da vida!

Cá estarei para beber a cervejinha que nos faltou para a despedida… mas essa noite fui dançar a dois (espero que me perdoes…) tentei espalhar magia por “terras francesas” em Auckland. Estive longe da tua magia, mas fiz o meu melhor 😉

Grande abraço!!! e a bailar com a vida que é para isso que cá andamos!

The start of this post might look confusing but here we go… Upon arriving to New Zealand and through a friend from South Africa who lives in Auckland, met a Portuguese in a Kizomba class. Yes, another Portuguese emigrant, highly qualified, if you know what I mean. I will call him Pedro… he knows this is for him.
We spoke of what led us there … if I was just travelling around on leisure, he was actually there for work. He told me that more Portuguese people were arriving and how good is that country to live in, it is for sure a great professional adventure. At first glance I felt it was quite similar to Norway.
The word I choose to define New Zealand is … Harmony. Harmony between people and nature, a good land to live.
Pedro is a natural dancer and that night spread the magic through Kizomba. It was so good to hear Portuguese, to hear Africa being so far away… and hear people asking me to speak in Portuguese. Viva Angola, the natural land of Kizomba.
We got back walking (we were almost neighbors in the end). Pedro invited me to go with him, the day after, to a salsa night. As the Ninja travels without a plan … I just said yes 🙂 of course…
Nice to see the synergy of these groups, see how this open-mindedness, the detachment, captivates the will to know more and more, to see how the Portuguese leave their ‘fingerprints’ wherever they go.
At that moment I thought about what is happening in Europe, what happened in Paris and the stupidity of all this … what we are doing to the world? Just thought how easy could all be solved on a dance floor … so easy!
Following day:
After a meeting of Couchsurfing friends in Auckland, to which I invited Pedro, kind of the “warm up” to the night in front of us. And from there we went to the ‘salsa’ party.
Another Portuguese was there, who had worked with Peter in Portugal and years later they meet again on the other side of the world in the same company … happy coincidence.
That night i just watched, I watched two happy friends sliding on dance floor, enjoying that moment, it was worth it guys, big time !!!
I did not dance but my mind yes … and I saw something incredible, saw the joy on people’s faces, saw so many different nationalities in tune and united through the dance, the music.
I feel that a similar thought is the same that once did someone think of a Portuguese-speaking world (5th Empire) in which the unity of all was the base (just think that there are no two Portuguese-speaking countries separated by a border; Brazil is a good example … the rest of Latin America cannot say the same …).
This feeling of union that the Portuguese take inside, that is so natural and sometimes even not knowing it we are spreading it around… would we be able to unite the world? Yes… I have no doubt of it!
… Even better if we could do it on a dance floor! and it would be much easier as well 🙂
Here is a small example:
Peter explained me that he asked to be together with his group of workers. It was something that was not usual in the company and in this country, the group leaders had their specific places, but Pedro doesn’t think like that! He wanted to be with them in the “battlefield” wanted this unity, be with his own team!
This natural union, this detachment, feeling, can only bring positive results. The unfair differences never bring anything good.
Congratulations Pedro, you are what I use to call ‘a crack (kind of hero) of life’!
I will be here to drink that beer we missed for the farewell … but that night I went on a dance date (I hope you forgive me …) I tried to spread the magic aournd  “French land” in Auckland. I’ve been too far from your magic, but I did my best;)
Big hug!!! And keep dancing with life… that’s what we here for!

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