Aterrar em São Tomé / English version under construction

Chegámos! Vai começar….
Ao sair do avião foi a certeza de estar sobre a linha do equador! 26°C e aquela humidade… bom!

Do avião já vi que estava em África…a côr desta terra e a vegetação não enganam.

Lá nos fizeram o teste da tempetatura na cabeça (para o Ébola) e seguimos para o registro de emigrantes.

Aqui faço o meu primeiro amigo desta viagem…. Gerson um padre brasileiro apenas com libras no bolso.
Como Gerson não tinha o visto teve de o fazer ao chegar, foi ai que entrei e fizémos um câmbio de moeda…a próxima cerveja é minha, para Gerson não sair a perder 🙂

Ao sair do edificio nenhum dos dois via quem nos vinha esperar; mas de imediato fomos “assaltados” por sorrisos e abraços africanos, ali nos separámos.
Até à próxima Gerson!!! e não esqueças: “em África libras e euros valem igual, na rua”….mau negócio!
Gerson irá a Principe dia 17… eu dia 16, pode ser q ainda o veja.

Depois conheci Franca, quem me aluga o quarto em “airbnb” estas duas primeiras noites. Veio buscar-me ao aeroporto, grandeee!!

É arquitecto, empreendedor e boa onda. Pai de uma menina e acabado de voltar de Coimbra onde a mulher termina uma especialização em medicina.
Vi a casa e foi aprovada…de frente ao mar, uma vista que me fez recordar livros da época colonial.

Fomos dar uma volta pela cidade no seu 4×4, troquei dinheiro (1 euro =25 dobras) e tratei da comunicação no telemóvel, já tenho número de ST! Vi onde era a farmácia pois o anti-mosquitos tem de ser comprado aqui (o europeu pelos vistos é fraquinho…) e terminámos no parque da cidade; zona cultural com parque, cine e biblioteca. Ali me deixou, sem antes avisar a mulata do restaurante “é meu amigo, trata-o bem!” Comi sozinho pois Franca tinha uma reunião.

O primeiro jantar, corvina na grelha! spetacolooooo! a bebida, a nossa super bock… a descompressão que eu buscava era isto!!…pedir em português e não mudar de cerveja, para já! mas já sei como se chama a nacional… “Rosema”

Como nada de estraga… tive a companhia de dois cães que ajudaram com as espinhas equanto dois meninos de rua me olhavam de longe com uma mochilas e gritavam “chefe depois falamos”…

Depois de jantar fiz mais dois conhecidos….esses meninos vieram até à mesa encheram-na de artesanato de madeira; comprei meus primeiros 3 porta-chaves deste caminho 🙂

Para vender utilizam o argumento que se não compro não jantam…. tivémos uma conversa sobre essa táctica comercial e logo reparei que conseguiam tudo! Preciso de carro, trazem! Preciso de guía é com eles! etc… o chefe era o Carlos, 13 anos, tinha estado em Braga, Coimbra e Algarve era o chefe dos rapazes! recebia o dinheiro e controlava todos os movimentos das negociações 🙂

Deixaram seus números de…. telemóvel e lá me acompanharam à praça da independência onde estou hospedado.

Até amanhã rapazes que a noite anterior e estas 7h de viagem desgastaram o ninja!

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